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Mais de 1,4 milhão de produtores tem acesso a internet

Para ser mais preciso 1.425.323 estabelecimentos agropecuários tem acesso a internet de acordo com o resultado preliminar do censo agropecuário do IBGE 2017, o que mostra um crescimento exponencial em comparação ao último censo de 2006, onde somente 75.407 estabelecimentos tinham acesso a internet. Ou seja, em 12 anos o acesso de internet rural aumentou em 1.890%.

Mesmo com números incríveis de crescimento o Brasil ainda apresenta um déficit de oferta de internet rural significativo, onde os 1,4 milhão de estabelecimentos rurais representam somente 28% do total (5 milhões).

Ao fazer o mesmo comparativo com a existência de telefone nas propriedades temos 63% do total atingido – 3,2 milhões possuem um aparelho e conexão telefônica em casa.

Internet no Campo nas Regiões do Brasil
Ao analisar o Brasil como um todo percebemos uma baixa representatividade de internet rural, porém ao analisar as regiões separadamente podemos notar algumas mais avançadas que outras nesse quesito. Confira a tabela abaixo:

Região Banda Larga Discada por Linha Internet Móvel
Norte 30.875 1.461 63.338
Nordeste 231.303 5.503 313.085
Sudeste 124.582 4.390 278.392
Sul 224.104 6.708 193.525
Centro-Oeste 48.622 1.473 60.799
Brasil 659.486 19.535 909.139

Fonte: IBGE – Censo Agropecuário 2017 (preliminar)

Essa disparidade se deve ao desenvolvimento econômico da região e também de suas características topográficas de baixa densidade demográfica que inviabilizam investimento em conectividade terrestre.

Tipos de acesso a Internet
O censo do IBGE também desdobra o acesso a internet em tipos de internet que as propriedades tem acesso. Esse é um fator importante visto que a qualidade do sinal, latência e velocidades sofrem interferência de acordo com a tecnologia utilizada.

Região Banda Larga Discada por Linha Internet Móvel
Norte 30.875 1.461 63.338
Nordeste 231.303 5.503 313.085
Sudeste 124.582 4.390 278.392
Sul 224.104 6.708 193.525
Centro-Oeste 48.622 1.473 60.799
Brasil 659.486 19.535 909.139

Fonte: IBGE – Censo Agropecuário 2017 (preliminar)

Conclui-se que a internet móvel é a que está mais presente, principalmente nas regiões com maior área geográfica. Que internet discada está presente porém com baixa representatividade e banda larga já está presente em grande parte das regiões rurais que possuem acesso a internet.

Expansão da Internet no Campo
Ao analisar dados do IBGE do censo agropecuário de 2006 e 2017 podemos concluir que a expansão da internet rural se deu em massa em todas as regiões, mesmo as que apresentam barreiras geográficas tiveram alta ascensão no uso da internet. Confira a tabela abaixo:

Região Internet Rural – 2006 Internet Rural – 2017 Aumento Percentual
Norte 1.295 90.389 6980%
Nordeste 8.929 503.640 5640%
Sudeste 30.144 357.375 1186%
Sul 29.795 373.848 1255%
Centro-Oeste 5.244 100.071 1908%
Brasil 75.407 1.425.323 1890%

Fonte: IBGE – Censo Agropecuário 2017 (preliminar)

A região Norte apresentou o maior índice de crescimento enquanto a região Nordeste foi a que mais assinantes de internet rural. Demais regiões também tiveram números expressivos de aderência ao uso da internet.

Cenário das AgTechs
O crescimento no número de assinantes de internet rural foi expressivo de 12 anos para hoje e isso representa uma oportunidade para as AgTechs que viam a conectividade como barreira tecnológica para escalar seus produtos e para ter comunicação em tempo real com as propriedades agrícolas.

Apesar dessa lacuna de conectividade no Brasil, perspectivas tecnológicas estão sendo geradas em torno de novos produtos que supram a lacuna de acesso, principalmente à internet no campo, como por exemplo a internet via satélite e rádios de maior alcance.

Também estão sendo desenvolvido novas tecnologias de conectividade específicas para uso de dispositivos IoT (Internet of Things), como por exemplo tecnologias LoRa (Long Range) e LPWAN (Low Power Wide Area Network) que supriram o consumo de banda dos dispositivos e tem o alcance maior.

Esforços tecnológicos e de investimentos tem que ser feitos para atender a demanda do campo para viabilizar ainda mais a penetração das AgTechs no campo, permitindo que a produção de alimentos fique mais conectada.

Um novo cenário de possibilidade se apresenta e abre espaço para inovação.

*Artigo publicado originalmente no site do NITA.o originalmente no site do NITA.


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