Do Improvável ao Inevitável: ACATE projeta os próximos 40 anos do setor de tecnologia de Santa Catarina
Conheça as 8 ondas tecnológicas que guiarão essa transformação, e que funcionam como um roteiro para acompanhar a evolução do ecossistema nas próximas quatro décadas.
Em 1986, quando a ACATE foi fundada, as 11 empresas de tecnologia que integravam a associação compartilhavam um único aparelho de fax para conduzir seus negócios. Quatro décadas depois, o cenário é outro: em 2026, Santa Catarina reúne 29,3 mil empresas de tecnologia, que faturam R$ 42,5 bilhões por ano, geram cerca de 100 mil empregos diretos e representam 7,75% do PIB estadual.
Se os últimos 40 anos transformaram um setor nascente em um dos principais motores da economia catarinense, a pergunta agora é outra: como será a tecnologia em Santa Catarina nos próximos 40 anos?
Foi para responder a essa questão, que o estudo Efeito ACATE 2066 estabelece uma visão de longo prazo para o futuro do ecossistema de inovação do estado e para o papel da ACATE nas próximas décadas.
Desenvolvido pelo laboratório Dashcity com apoio da Caravela Dados e Estatísticas, o levantamento busca medir como a tecnologia impulsiona toda a economia catarinense. Segundo a pesquisa, cada R$ 1 investido no setor gera R$ 2,40 em valor para a economia, enquanto cada emprego direto em tecnologia cria outros 3,5 postos de trabalho indiretos.

Para construir cenários entre 2026 e 2066, o estudo combinou cinco frameworks internacionais de planejamento estratégico, criou o IAE Score — índice que mede a maturidade do ecossistema — e utilizou a metodologia de backcasting, que parte do futuro desejado para definir os marcos necessários ao longo da jornada.
A visão é audaciosa: posicionar Santa Catarina entre os cinco principais ecossistemas de tecnologia do mundo até 2066. Para isso, o estudo projeta daqui 40 anos um setor capaz de atingir R$ 239 bilhões em receita, representar 18% do PIB catarinense e abrigar 163 unicórnios — startups de capital fechado avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.
Mas essa transformação não acontece de uma só vez.
Neste post, mergulhamos nas 8 ondas tecnológicas que guiarão essa transformação, e que funcionam como um roteiro para acompanhar a evolução do ecossistema nas próximas quatro décadas.
As 8 Ondas Tecnológicas: um roadmap para 2066
O futuro foi mapeado em ondas de cinco anos, cada uma com um foco estratégico e metodologias de foresight (prospecção de futuro).

Onda 1: IA em Toda Parte (2026–2031)
A primeira onda é o catalisador, e a massificação da IA durante esse primeiro ciclo transformará o ecossistema de “maduro” para “acelerado”.
Os esforços estarão concentrados em criar uma infraestrutura de dados, talentos e capital que sustentará as ondas seguintes.
Alcançar um PIB de 10.5%, gerar 153 mil empregos e R$ 71 bilhões de faturamento para o setor de tecnologia são algumas das metas almejadas até o fim do período.
Onda 2: Salto Quântico (2032–2036)
Na segunda onda, a computação quântica posiciona Santa Catarina como líder na América Latina.
As premissas para este ciclo são a criação de um Centro de Computação Quântica, acordos de parcerias com IBM, Google e IQM para acesso a QPUs, formação de 200 PhDs em computação quântica e o início das primeiras aplicações comerciais quânticas em logística e farma.
Onda 3: Convergência Bio-Digital (2037–2041)
Na terceira onda, o ecossistema catarinense transiciona de uma relevância nacional para o protagonismo global.
As metas para este ciclo são tornar o estado um hub global de Healthtechs e Agrotechs avançadas, exportando soluções bio-digitais para mais 30 países.
Alguns dos indicadores projetados para 2041 são: obter um faturamento de R$ 118.3 bi, gerar 218.8 mil empregos e representar 13,7% do PIB estadual.
Onda 4: Tecnologia da Consciência (2042–2046)
Na quarta onda, a neurotecnologia redefine a relação humano-máquina, posicionando Santa Catarina como uma referência ética global em consciousness tech.
Para liderar esse movimento, o estudo recomenda o investimento em infraestrutura de neurocomputação e a formação de especialistas dedicados a essa nova fronteira do conhecimento.
Com essa estratégia, o estado transiciona para a classificação de ecossistema “Pré-Classe Mundial”, alcançando a marca de 68 unicórnios e mais de 100 mil empresas de tecnologia em operação.
Onda 5: Economia Espacial (2047–2051)
Neste ciclo, SC entra na economia espacial. Microssatélites catarinenses monitoram agricultura, clima e oceanos, e a manufatura em microgravidade abre novos mercados.
Este ciclo é um marco de maturidade, pois é o momento em que o ecossistema catarinense cruza o limiar de “Classe Mundial” no índice do Efeito ACATE, consolidando um padrão de excelência reconhecido nos principais centros de inovação do planeta.
Para viabilizar essa ascensão, as premissas-chave focam na operação comercial de frotas de satélites próprias e na construção de uma infraestrutura logística para o espaço.
A projeção para 2051 é que o faturamento alcance R$ 166,8 bilhões, sustentando cerca de 265,1 mil empregos diretos. Dentro deste cenário planejado, o ecossistema chegaria a 110,5 mil empresas tech e 93 unicórnios, com a tecnologia passando a representar 16% do PIB de Santa Catarina.
Onda 6: Tecnologia Pós-Escassez (2052–2056)
A sexta onda projeta a era da pós-escassez, onde a energia de fusão e a manufatura aditiva eliminam os limites tradicionais da produção e logística. O objetivo é transformar SC em um modelo global de economia circular e sustentabilidade tecnologica.
As premissas baseiam-se na viabilidade da energia de fusão para reduzir custos em 80% e na impressão em larga escala para substituir cadeias tradicionais.
As metas projetadas para 2056 preveem um faturamento de R$ 190,8 bilhões, sustentando 281,3 mil empregos. Com 119 unicórnios, o setor tecnológico passaria a representar 16,8% do PIB catarinense.
Onda 7: Revolução da Longevidade (2057–2061)
Esta onda projeta Santa Catarina como referência mundial em longevidade e biotecnologia. O foco é o desenvolvimento de terapias genéticas, transformando o turismo de saúde e bem-estar em uma nova vertical econômica.
As metas projetadas para 2061 preveem um faturamento de R$ 214,7 bilhões. Com a estimativa de 143 unicórnios, o setor tecnológico passaria a representar 17,4% do PIB de Santa Catarina.
Onda 8: Inteligência Planetária (2062–2066)
Chegamos ao ápice da jornada em 2066: a Inteligência Planetária. Ao celebrar 80 anos de história, a ACATE projeta Santa Catarina como um dos cinco maiores ecossistemas tecnológicos do mundo.
A meta projetada para 2066 é que o setor tech entregue um faturamento de R$ 238,9 bilhões, sustentando um contingente de 303,5 mil profissionais diretos. Com 163 unicórnios em seu portfólio e representando quase 18% do PIB catarinense, o ecossistema encerra este ciclo de 40 anos estabelecendo o “Compromisso 2106”, lançando as bases para o próximo século de inovação.
Para saber mais detalhes sobre as projeções em cada uma das 8 ondas, acesse efeito.acate.com.br.
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