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Os Desafios de Contratar Seguro na Era Digital

Para quem é da época em que os aparelhos de televisão tinham poucos canais à disposição e o controle remoto ficava na ponta dos dedos com um “tec, tec, tec” constante à procura de um bom programa para assistir, permanece a lembrança de um desenho da Turma do Pernalonga, com o Patolino e o Gaguinho, sobre a comercialização de uma apólice de seguro.

O Patolino oferecia uma apólice com cobertura de 1 milhão de dólares para um olho roxo, mas o Gaguinho não queria comprar. Depois de muitos acidentes ocorridos com o Patolino, na tentativa de provar que o seguro era importante, o Gaguinho decide que precisava da proteção. Enfim, assina a proposta de uma apólice de 1 milhão de dólares, mas então é avisado pelo Patolino que somente receberá a indenização quando todas as condições especiais fossem atendidas, que o acidente ocorresse entre as 15:55h e 16:00h, do dia 4 de julho, durante uma chuva de granizo e decorrente da passagem de uma manada de elefantes e um filhote de zebra. Ao final, é claro que, todas as exigências acontecem e o Gaguinho ganhava a indenização.

É um desenho de 1952, que depois de um sério trabalho realizado pelo mercado segurador, não demonstra mais a imagem do seguro, onde, na época, as letrinhas miúdas do contrato eram sempre desfavoráveis aos segurados.

Caminhamos a largos passos para a Era Digital, o desafio é criar uma nova experiência para entregar aos clientes B2C e B2B novos formatos de seguro, que estão ainda em formatação, pois um seguro no formato digital não poderá deixar ou criar dúvidas para os consumidores finais.

Equalizar segurança no processo e combate à fraude será um desafio ainda maior no futuro, onde o cliente desejará fechar o seu seguro após apenas alguns cliques no seu smartphone, tablet, implante neural, ou no dispositivo que o “amanhã” ainda vai nos trazer como inovação.

Uma parte do futuro do seguro está sendo criado através das Insurtechs e Startups diversas que utilizam novas fontes de dados: do seu celular, mídias sociais (Facebook, Instagram, Linkedin, etc), internet das coisas e sensores, big data, imagens de satélite, etc.

Mas e a Lei de Proteção de dados? A base do seguro é a informação. Quanto mais dados tivermos, mais personalizado e determinado será o risco analisado e também seu preço. Portanto é certo que como consumidores poderemos escolher o seguro tradicional, com seus limites e franquias pré-estabelecidos e pagar mais caro, ou poderemos abrir/autorizar o acesso as nossas informações para as seguradoras avaliarem o risco de forma mais acurada e com um preço calculado sob medida para cada perfil. Algumas seguradoras brasileiras já disponibilizam o aplicativo que acompanha a forma que o cliente dirige seu veículo, gerando pontuações e descontos na contratação do seguro.

A forma de contratação dos seguros está mudando, assim como os segurados e também os riscos. Novas coberturas serão criadas e os produtos existentes atualizados para abraçar as novas exposições como:

a) O uso cotidiano de Impressoras 3D (tradicionais e as ligadas a bioimpressão), drones, robôs domésticos e ampliação de seu uso em outras áreas das indústrias, riscos cibernéticos de um mundo cada vez mais conectado, somado ao crescimento das mudanças climáticas, cada vez mais alarmantes.

b) Despontam também novos riscos para Administradores e Diretores em relação a privacidade das informações sobre seus cuidados, a exemplo da recente ação judicial contra o Facebook. Entretanto, não só as gigantes devem se preocupar, pois hoje farmácias, companhias aéreas, Administradoras de cartão de crédito e a maioria das empresas com e-commerce tem acesso a dezenas de dados de seus clientes.

c) Na esfera do Seguro de Automóvel, a tecnologia irá reduzir a quantidade de acidentes e a tendência do compartilhamento, com a redução da propriedade individual dos veículos.

d) Temos no Brasil as empresas de locação de Bikes, patinetes e logo mais a locação de scooters elétricas no sistema de pagamento e liberação através de aplicativo. Em alguns países, as Startups do segmento inundaram as calçadas com suas scooters e sem obrigação de devolução do equipamento a um determinado local. Além das scooters abandonadas em vários locais, tivemos o crescimento dos acidentes envolvendo os usuários, desde quedas, dentes quebrados e até atropelamentos.

Os novos consumidores de seguro esperam por mais simplicidade, personalização, transparência e autonomia na contratação de suas apólices e para o mercado segurador permanecer relevante para estes compradores que operam nas economias de compartilhamento e virtual, será necessário o uso da tecnologia como ferramenta, adaptando a linguagem e reforçando a garantia de entrega, em compasso com a boa técnica securitária e o direito contemporâneo, daquilo que, efetivamente, é oferecido no momento da compra.

A tecnologia da informação está presente no nosso cotidiano e, mesmo para os saudosistas, é difícil imaginar a vida sem ela. E, com novos tempos, temos novos riscos. O crescimento dos ataques virtuais levou a necessidade de se criar a proteção não só para os ativos físicos, mas também para os ativos Digitais. Ter uma garantia de indenização por danos decorrentes de cyber ataques através do seguro hoje já é uma realidade.

O Seguro de Proteção de Dados & Responsabilidade Cibernética foi desenvolvido para resguardar a responsabilidade das Empresas referente a proteção, gestão e manuseio de dados pessoais e as consequências das perdas de informações corporativas. Entre os dados protegidos estão: dados pessoais, registros médicos, cartão de crédito, informações financeiras, entre outros.

Aderbal H. Braun Amaro
Diretor Corporate | Áthina Administradora e Corretora de Seguro

 

*A Áthina é patrocinadora da Acate e parceira na comercialização de diversos serviços: Acesse: http://www.athinaseguros.com/acate/ e saiba mais.


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