O efeito multiplicador do setor de tecnologia de SC
Até 2066, o setor de tecnologia catarinense tem potencial para impulsionar a economia estadual, com projeções que estimam um impacto acumulado em 40 anos de R$ 14 trilhões, 304 mil empregos diretos e 1,06 milhão indiretos, R$ 11 trilhões em rendas para famílias e R$ 1,1 trilhão em impostos pagos – esses números representam o […]
Até 2066, o setor de tecnologia catarinense tem potencial para impulsionar a economia estadual, com projeções que estimam um impacto acumulado em 40 anos de R$ 14 trilhões, 304 mil empregos diretos e 1,06 milhão indiretos, R$ 11 trilhões em rendas para famílias e R$ 1,1 trilhão em impostos pagos – esses números representam o efeito multiplicador do setor tech de Santa Catarina, pois cada real gerado não fica isolado, ele circula, gerando postos de trabalho, renda e arrecadação para o estado.
Com base em estudos acadêmicos e dados oficiais, o estudo Efeito ACATE chegou ao resultado que cada R$ 1 de faturamento do setor de tecnologia gera R$ 2,40 na economia catarinense, distribui R$ 0,79 em renda para famílias e retorna R$ 0,18 em impostos.
Todo esse impacto na economia catarinense significa na prática que a cadeia de fornecedores, serviços e comércio se beneficia da atividade produtiva de tecnologia, além disso para cada colaborador contratado na área surgem outros empregos em diversos setores, com distribuição de renda e circulação no comércio local. Parte dessa movimentação econômica retorna para o estado como recursos para investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
Para dar escala aos números projetados até 2066:
– O impacto de R$ 14 tri equivale a 370 vezes o orçamento anual do Estado de SC (R$ 38 bi em 2026).
– A renda gerada pelo setor tech distribui, em média, R$ 32.656 por ano para cada catarinense ao longo de 40 anos.
– A arrecadação fiscal de R$ 1,1 tri poderia financiar a educação de 2,6 milhões de estudantes por 40 anos (custo médio R$ 10 mil/aluno/ano).
– A renda total de R$ 11 tri poderia sustentar 5,5 milhões de famílias com renda de R$ 5 mil/mês por 40 anos.
O Impacto SC faz parte do estudo Efeito ACATE, clique aqui para conferir mais detalhes.
Como é feita a construção de cenários
As projeções foram construídas pela Dashcity, empresa especializada em inteligência de dados para territórios, a partir de modelos estatísticos aplicados sobre a série histórica do ecossistema desde 1986, com verificação independente da Caravela Dados e Estatísticas.
Para dar conta de um horizonte de 40 anos, o levantamento combina cinco frameworks de Estudos de Futuro (Foresights) reconhecidos internacionalmente, entre eles Backcasting, Análise de Cenários e Integral Futures, calibrados de acordo com a distância temporal de cada onda. Os multiplicadores econômicos utilizados para estimar o impacto na renda, no emprego e na arrecadação fiscal são respaldados pela literatura acadêmica.
Os dados disponíveis no relatório não podem ser lidos como previsões exatas, mas, sim, como um conjunto de projeções que sofre influência de fatores variados, como cenário macroeconômico e continuidade de políticas de apoio à inovação. Os números das ondas mais distantes, entre 2051 e 2066, são tratados como visões aspiracionais permitindo que o Efeito ACATE seja utilizado como instrumento de planejamento dos atores ligados ao ecossistema de tecnologia catarinense.
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