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#StartupSummit19 Living Lab Florianópolis

O último talk do estande da ACATE no Startup Summit 2019 foi também o encerramento do Living Lab, programa da prefeitura de Florianópolis (PMF) em parceria com as universidades e outras entidades, como a ACATE. Participaram da conversa o superintendente de ciência, tecnologia e inovação da PMF, Marcus Rocha, e a coordenadora do Living Lab e diretora de novos negócios da PMF, Thais Nahas.

Marcus disse que seu maior desafio foi tirar do papel a Lei de Inovação de Florianópolis, que oferece renúncia fiscal para financiar startups e também a implementação do Fundo Municipal de Inovação. “O Fundo nos possibilitou construir um projeto em parceria com a ACATE, a Rede Municipal de Inovação de Florianópolis, que hoje tem quatro centros operando diariamente, com metodologia própria. Eles também estão integrados à rede estadual de centros de inovação”, comentou.

O Living Lab, que tinha o objetivo de incentivar projetos de desenvolvimento urbano, selecionou, com o auxílio de 14 especialistas, dez empresas, que foram acompanhadas durante o processo por uma equipe de consultores. Sete startups tiveram quatro minutos para apresentaram seus projetos. Confira o resumo da apresentação de cada um:

WiFeed: plataforma que veicula anúncios através do Wi-Fi e tem dois objetivos: disponibilizar Wi-Fi público de qualidade para a população e criar uma nova forma de interação entre marcas, locais e a população. O projeto validado no Living Lab instalou o serviço na Praça dos Bombeiros e Rua Vidal Ramos. Foram 106 dias de projeto, mais de 3 mil pessoas impactadas, 16 mil acessos ao wifi, com tempo de conexão de 75 minutos.

Qendu: O projeto desenvolvido no Living Lab criou uma safe box que facilita a visitação de imóveis que estão à venda ou para alugar. O produto deixa a chave dos imóveis em locais próximos e permite que pessoas cadastradas no sistema e que moram perto consigam uma renda extra mostrando os imóveis aos clientes interessados. A solução diminuiu em quase 90% o gasto que as imobiliárias geralmente têm com esse serviço. 384 visitas foram realizadas utilizando o Smart Box

Smart Green: empresa de tecnologia de Curitiba que faz a gestão da iluminação pública. Foi realizado um piloto no centro da Lagoa da Conceição com 250 medidores de energia, fazendo com que os dados fossem compartilhados diretamente com o sistema da Celesc, substituindo, assim, os leituristas da empresa.

Manejebem: sistema de assessoria agrícola que aproxima técnicos de produtores orgânicos urbanos. A ideia da plataforma é aumentar a escala de trabalho dos técnicos agrícolas e estimular a produção nos centros urbanos, mais próximos dos consumidores. No projeto do Living Lab, o serviço foi validado em 35 hortas urbanas.

Participact: plataforma que visa facilitar a comunicação do poder público com o cidadão. Produziu um aplicativo em que os usuários podem fazer reclamações ou sugestões de serviços para a prefeitura. Mais de 200 municípios do Estado hoje utilizam a plataforma.

Runclub: voltado para pessoas que viajam para a prática de corrida. Na maratona de 44 quilômetros de Florianópolis validaram o serviço, que visa integrar hospedagem e suporte de tenda especializada para os praticantes.

Sigmais: empresa do Espírito Santo voltada para o mercado de IoT. O serviço validado no Living Lab foi a instalação de um sensor de contagem de tráfego nas pontes de entrada e saída da ilha de Florianópolis. A exposição da participação no Living Lab resultou em uma parceria com um grupo chinês, que se interessou pelo produto e criou um sistema que monitora o tráfego e é atualizado a cada 10 minutos.


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