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Destaques

07/abr/2021

Aos 34 anos, catarinense Reivax entra no mercado de energia solar

Uma das pioneiras do setor de TI em Florianópolis, empresa que desenvolve sistemas para controle de geração de energia espera que o segmento fotovoltaico represente cerca de 25% do faturamento em 2025.

Até 2040, a energia solar fotovoltaica deve ultrapassar as demais fontes de energia atuais (incluindo gás, carvão, energia eólica e hídrica) e se tornar a principal matriz energética no mundo, segundo estimativas da International Energy Agency (IEA).

Em Santa Catarina, a Reivax Automação e Controle, uma das empresas pioneiras do setor de tecnologia – e que chegou a 40 países com foco em sistemas para controle de geração de energia elétrica – anunciou nesta semana a entrada no segmento de energia solar fotovoltaica. A Reivax é associada a ACATE

A empresa fez o lançamento oficial de uma linha de soluções para este mercado durante evento online na última quinta (01.04), quando completou 34 anos de atividade. O objetivo é acompanhar o rápido crescimento global do setor de geração de energia a partir de fontes renováveis. Neste momento a empresa tem propostas de fornecimento que somam cerca de 5.000 megawatts (MW).

Fundada em 1987 em Florianópolis, a Reivax apresentou crescimento médio anual de 15% ao longo dos últimos cinco anos – e espera manter o patamar em 2021. Neste ano, a capacidade produtiva deve ser ampliada em 10% para atender as demandas contratadas. Ao todo, a companhia tem 177 colaboradores baseados em Florianópolis e nas filiais no Canadá e na Suíça.

INVESTIMENTOS EM P&D REPRESENTAM CERCA DE 15% DA FOLHA

A entrada no segmento de energia solar tem forte contribuição dos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que hoje corresponde a aproximadamente 15% da folha de pagamento. Além de ampliar o investimento em pessoal, a empresa deve aumentar o orçamento da área de P&D.

“O controle da geração de energia em Usinas Fotovoltaicas (UFV) é um controle conjunto de energia dos diversos inversores, área na qual temos vasta experiência e diversos projetos executados”, diz o CEO Fernando Amorim da Silveira. A empresa dispõe de um sistema integrado para supervisão e controle, além de um software proprietário. “É um equipamento indispensável para qualquer UFV Centralizada, que são aquelas com capacidade de geração acima de 5MW e que se conectam ao Sistema Integrado Nacional (SIN)”, destaca Amorim.

O setor energético brasileiro tende a ser um dos grandes beneficiados com a investida da multinacional, que atualmente está presente em mais de 40 países ao redor do mundo. No Brasil, as usinas fotovoltaicas com capacidade de geração superior a 5MW precisam desse tipo de controlador para controlar a energia entregue no ponto de conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN).

“É fundamental para que a usina funcione dentro das condições estabelecidas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), além de ser importante para o cumprimento de contratos PPAs, quando o empreendimento fornece sua energia para o mercado livre de energia”, resume o CEO.

Até 2025, a empresa espera que o segmento solar responda por cerca de 25% do faturamento anual.

 

*Fonte SC Inova

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