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Notícias

16/set/2008

Brasil é 43º no ranking mundial de competitividade em TI

Apesar de não haver mudanças no quadro dos 20 países mais bem colocados no ranking, essa edição do estudo Economist Intelligence Unit encomendado pela BSA (Business Software Alliance) – organização dedicada à promoção de um mundo digital seguro e legal -, já sinaliza a alta competitividade entre os que disputam a dianteira. Três novos países ocupam posições entre os cinco melhores.

Apesar de não haver mudanças no quadro dos 20 países mais bem colocados no ranking, essa edição do estudo Economist Intelligence Unit encomendado pela BSA (Business Software Alliance) – organização dedicada à promoção de um mundo digital seguro e legal -, já sinaliza a alta competitividade entre os que disputam a dianteira. Três novos países ocupam posições entre os cinco melhores. Os EUA permanecem no topo do índice mundial como o país que oferece o ambiente de maior suporte às empresas de TI. Taiwan sobe ao segundo posto em 2008, seguido por Reino Unido, Suécia e Dinamarca, respectivamente, terceiro, quarto e quinto colocados.

Com a mesma classificação obtida em 2007, o Brasil permanece em 43º no ranking de competitividade em TI, resultado que coloca o País à frente de vizinhos como Argentina, Venezuela e Colômbia. Na classificação regional (Américas), o Brasil aparece em quarto lugar, atrás de Estados Unidos, Canadá e Chile.

O estudo levou em conta aspectos como infra-estrutura de TI, capital humano, ambiente legal, apoio para desenvolvimento da indústria de TI, ambiente geral de negócios e ambiente de P&D. Essas duas últimas categorias foram aquelas nas quais o Brasil recebeu a maior e a menor nota, respectivamente.

Em seu segundo ano de existência, o índice de competitividade da indústria de TI abrange 66 países. Tal como no ano passado, o índice é organizado em seis categorias distintas de indicadores quantitativos e qualitativos, somando 25 no total. Os pesos da categoria e do indicador foram formulados pela equipe de modelagem do Economist Intelligence Unit, usando como guia coeficientes de correlação de cada indicador comparados a uma medida de produtividade laboral de TI.

O Brasil no Ranking

A infra-estrutura brasileira em Tecnologia da Informação foi classificada na 36ª posição mundial no Índice de Competitividade em TI de 2008, o mesmo resultado obtido em 2007. O País possui 16 computadores desktop e laptop para cada 100 habitantes, uma taxa muito abaixo dos líderes globais, mas a maior da América Latina.

A penetração da Internet está crescendo solidamente no País. Entre o chamado quarteto BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – de mercados emergentes promissores, o Brasil tem a maior taxa, com 13% de sua população on-line. No entanto, perde a liderança em termos de banda-larga, com apenas 4 conexões desse tipo para cada 100 habitantes, longe do líder regional Chile com 8 conexões para cada 100 pessoas e mais distante ainda da líder mundial Holanda, com 37.

Com o segundo maior índice de investimento do setor privado em TI em sua região (US$ 15,7 para cada 100 cidadãos), o Brasil também ocupa a vice-liderança em gastos públicos em P&D: US$15,7 para cada 100 cidadãos. Nesse quesito, o maior posto é ocupado pela Argentina (US$ 22,2).

Apesar de ter demonstrado sinais de progresso na legislação de propriedade intelectual, a situação relativa à pirataria de software ainda é ruim. Estima-se que 59% dos softwares usados em 2007 eram piratas, um número ligeiramente menor que os 60% registrados em 2006, de acordo com um estudo realizado anteriormente pelo IDC Global Software Piracy e patrocinado pela Business Software Alliance. O estudo avalia que as perdas resultantes da pirataria de software somaram US$ US$ 1,617 bilhão em 2007, enquanto o resultado havia sido de US$ 1,15 bilhão em 2006.

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