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08/jun/2009

Empreendedorismo entre jovens é sentido em incubadoras

O Brasil alcançou o terceiro lugar no ranking mundial como um país que possui um grande número de jovens empreendedores. Os dados são do GEM 2008 (Global Entrepreneurship Monitor). A pesquisa mostra que de todos os empresários do país 25% são jovens. Os países que lideram a lista são Irã (29%) e Jamaica (28%).

O Brasil alcançou o terceiro lugar no ranking mundial como um país que possui um grande número de jovens empreendedores. Os dados são do GEM 2008 (Global Entrepreneurship Monitor). A pesquisa mostra que de todos os empresários do país 25% são jovens. Os países que lideram a lista são Irã (29%) e Jamaica (28%).

Além disso, o estudo ainda aponta que, atualmente, o Brasil conta com 3,82 milhões de jovens à frente de novos negócios. Os resultados da pesquisa podem ser medidos na incubadora MIDI Tecnológico de Florianópolis. Do total de empreendedores que a incubadora possui, mais de 35% são de jovens com até 27 anos.

Marcos Passos, sócio da Bookess, é um exemplo. Com apenas 19 anos, ele toca uma empresa que já recebeu aporte de investidores. “Para mim, empreender é um desafio. No Brasil, somos educados, desde pequenos, a estudar, entrar numa faculdade e passarmos em algum concurso público. Esse não é meu sonho”, revela o empreendedor. Ele conta que a missão não é fácil, é preciso acreditar muito na boa ideia e trabalhar dedicadamente para alcançar o sucesso.

A opinião também é compartilhada por Frederico Biehl (27), sócio da empresa Sintonia, que nasceu durante um projeto de Trabalho de Conclusão de Curso de uma universidade catarinense. “Tínhamos uma ideia diferente, um bom protótipo de produto, tempo e recurso para investir, além de um mercado promissor, com boas possibilidades de retorno do investimento. Decidimos arriscar”, explica.

Para Biehl, a decisão de abrir um novo negócio deve ser bem mensurada. Ele sugere que os empreendedores calculem riscos, definam metas alcançáveis e desenvolvam um bom plano de negócio, além de estudar bastante o mercado alvo. “As vezes o retorno pode tardar, outras pode saltar mais cedo do que imaginamos”, avalia.

Já Rafael Marana (25), sócio da ATTA – empresa que nasceu de pesquisas desenvolvidas na UFSC durante o curso de graduação de engenharia – acredita que iniciar uma empresa ainda jovem é o momento exato.

“Estamos vivendo o momento em que ainda podemos tomar decisões que podem mudar completamente nossas vidas, sem os temores de pessoas que têm, por exemplo, a responsabilidade de uma família constituída”, observa Marana. Em sua opinião, os empreendedores devem confiar na experiência e formação adquiridas durante a vida acadêmica e no novo negócio. “Acima de tudo estamos cheios de energia para empreender.”
 
As empresas
Bookess – é uma editora e uma biblioteca virtual, ou seja, é um local no mundo virtual onde é possível criar seu próprio livro ou distribuí-lo em nível mundial, sem restrições e gratuitamente. www.bookess.com.br
 
Sintonia – A empresa desenvolve o IPOL – Inteligência Política, que é uma solução tecnológica para gestão de informações no ambiente político. www.ipol.com.br
 
ATTA – A empresa atua no desenvolvimento e implantação de centrais de controle de tráfego urbano em tempo real, solução que irá aumentar a eficiência dos sistemas viários urbanos.
 
Todas são ligadas ao MIDI Tecnológico, incubadora de empresas mantida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae- SC) e gerenciada pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), considerada a melhor incubadora de base tecnológica do Brasil pelo Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador 2008.


Assessoria de Imprensa das empresas incubadas do MIDI Tencológico