O Peopletech Summit 2025 impactou cerca de 900 pessoas em um encontro que apresentou tendências de tecnologia e inovação para a gestão de pessoas. A quinta edição do evento foi realizada em formato híbrido na última quarta-feira (16), no CIA Passeio Sapiens, em Florianópolis, com cerca de nove horas de atividades, incluindo palestras, painéis, networking e feira de negócios. Os conteúdos da programação principal estão disponíveis para o público no YouTube da ACATE.
A agenda destinada a lideranças empresariais, gestores e profissionais de Recursos Humanos foi aberta pelo vice-presidente de Marketing da ACATE, Walmoli Gerber Jr., que ressaltou importância do evento para debates acerca da gestão de pessoas: “O Peopletech Summit desde a primeira edição é um sucesso. Buscamos elevar este encontro a cada ano porque as discussões realizadas neste encontro são transversais para empresas, por exemplo, para trazer mais qualidade de vida para os colaboradores e empreendedores.”
Carolina Pizolati Farah, diretora da Vertical Peopletech – grupo de negócios da ACATE e organizadora do evento – destacou na abertura a temática central desta edição do Peopletech Summit: “A tecnologia está transformando tudo. A IA é uma realidade inclusive no RH, mas o que torna nosso trabalho realmente valioso ainda é humano, é a capacidade de escutar com empatia, tomar decisões com sensibilidade e entender que do outro lado dos dados há uma vida.”
As atividades do Peopletech Summit tiveram início pela manhã em um momento presencial e exclusivo para lideranças, em que foram apresentadas as palestras “Construindo uma cultura organizacional mais feliz e resiliente”, ministrada por Patrícia Santos, diretora na Conexão Consultoria, e “O RH co-pilotado: mais inteligente, mais eficiente, mais conectado e ainda mais humano”, por Anderson Nielson, head de Gente e Gestão para Tecnologia na Stone. Após os conteúdos, os gestores participaram de um almoço que proporcionou networking.
No período da tarde, 11 especialistas e gestores renomados subiram ao palco na programação principal do evento em palestras e painéis que abordaram temas relacionados a dados, tecnologia e bem-estar na gestão de pessoas.
Os temas em debate no encontro e a oportunidades de networking tiveram a curadoria da Vertical de Negócios da ACATE especializada na conexão entre a área de RH e o ecossistema de inovação. “A Vertical Peopletech tem o propósito de conectar startups, profissionais de RH e empresas em torno da tecnologia para a gestão de pessoas. Hoje, somos mais de 70 empresas atuando em todos os subsistemas de RH e essa diversidade fortalece o nosso ecossistema”.
O Peopletech Summit também contou com a parceria dos mantenedores da Vertical, a Progic e a Swile, além dos patrocinadores: Kubo, NAU25, Plooral e Twygo. A seccional catarinense da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) foi apoiadora.
Confira destaques da programação principal de palestras e painéis do Peopletech Summit 2025:
O bem-estar dos colaboradores e a flexibilização dos benefícios
A primeira palestra da programação principal foi ministrada por Bruno Rodrigues, CEO e co-fundador da GoGood, que abordou a promoção do bem-estar e da saúde mental dos colaboradores pelas empresas. Para ele, o cuidado com as pessoas no ambiente corporativo está intrinsecamente ligado ao desempenho dos times com eficiência.
Como boa prática, Rodrigues ressaltou que os benefícios são instrumentos para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores, mas que precisam estar conectados aos objetivos da empresa e das lideranças: “As empresas que tem os melhores programas de bem-estar não são aquelas que oferecem o maior número de benefícios, mas as que integram os benefícios nas rotinas das lideranças. Estratégias da empresa e de bem-estar andam juntas. Os ritos das lideranças tem como parte fundamental o bem-estar”.
Além disso, o empreendedor alertou sobre a mudança na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) do Ministério do Trabalho e Previdência, a qual entra em vigor em 26 de maio de 2025 e dispõe que as empresas brasileiras terão que avaliar riscos psicossociais. A atualização reforça a necessidade da promoção de ambientes de trabalho saudáveis. “As exigências de bem-estar aumentaram a pressão sobre o posicionamento de empregadores e líderes para atrair, engajar e reter os melhores talentos”, afirma Bruno Rodrigues.
➡️ Assista à palestra “A revolução no bem-estar corporativo e na saúde mental dos times” na íntegra.
As transformações no mundo do trabalho também foram abordadas no painel com a participação de Anna Chiavone, head de Total Reward da Bayer no Brasil, Wilson Viana, diretor de Gestão e Sustentabilidade na Cruzeiro do Sul, e Nicolas Batista, diretor Comercial da Swile. O debate teve como temática central os benefícios como diferencial competitivo e ferramenta de engajamento.
A painelista Anna Chiavone contextualizou que as mudanças nas relações de trabalho foram aceleradas pela pandemia, o que exige que as empresas alterem seus posicionamentos para continuarem atrativas para os colaboradores. “Políticas mais eficientes, flexíveis e personalizadas são ideais para as empresas reverterem em engajamento, encantamento e diferencial competitivo no mercado”, destacou a head de Total Reward da Bayer no Brasil.
➡️ Assista ao painel “Benefícios como diferencial competitivo e ferramenta de engajamento” na íntegra.
As relações entre humanos e tecnologias na gestão de pessoas
A programação do Peopletech Summit 2025 também foi dedicada às discussões sobre a função da área de RH em meio ao impacto emergente de tecnologias como a inteligência artificial (IA). O tema foi tratado em painel com a participação de Igor Drudi, fundador e CEO da Drin Inovação, Alejandra Nadruz, diretora de Gente & Cultura na Softplan, e o facilitador de treinamentos corporativos João Paulo Coutinho.
No debate, Alejandra Nadruz situou que a IA será uma tecnologia transversal nas empresas e necessária para gestão de pessoas, sendo as lideranças e profissionais da área de RH responsáveis pela implantação da cultura IA first por meio da promoção do letramento e desenvolvimento dos colaboradores.
“A área de RH vai ter um papel estratégico em conservar o olhar de humanidade, sendo a grande guardiã do que chamamos de, possivelmente, dos profissionais híbridos. Agora, existe muita divisão entre quem é técnico ou humano, mas no futuro a tendência é que eles se unam em algum ponto. Nesse contexto, todos os colaboradores vão precisar ter muito forte a característica do híbrido”, analisa a diretora de Gente & Cultura na Softplan.
➡️ Assista ao painel “IA como competência estratégica e universal” na íntegra.
A IA também esteve em foco na palestra de Marcelo Nóbrega, fundador da Ampplia.edu. Tanto os painelistas anteriores, quanto Nóbrega destacaram possíveis aplicações da tecnologia nas práticas de RH, entre elas:
• Seleção de currículos na aquisição de talentos;
• Apoio aos colaboradores na elaboração de trilhas de desenvolvimento;
• Análise de pesquisa de clima e de avaliação de desempenho;
• Chatbot para responder dúvidas de colaboradores,
• Tecnologias físicas em ambientes de trabalho, como robôs e vestíveis;
• Detecção de emoções em entrevistas de recrutamento e seleção;
• Mapeamento de redes colaborativas e de inclusão de profissionais;
• Marketplace interno para movimentações de cargos de forma adequada aos objetivos da empresa e dos colaboradores.
➡️ Assista à palestra “Humanizando a gestão de pessoas através da tecnologia com IA” na íntegra.
O uso de tecnologias também foi a temática central do painel “People Analytics e comunicação: dados como ferramenta para personalizar a experiência do colaborador”, com a participação de Nayra Cattarin, gerente de Gente e Gestão da Progic, Danielle Fortes, diretora sênior de Produto de Human Capital Management (HCM) da Oracle na América Latina, e Izabel Mattos, CEO da Vangarden.
O debate entre as gestoras destacou os benefícios do tratamento de dados com tecnologias e a aplicação para a tomada de decisões na gestão de pessoas. “Quanto mais dados e informações corretas, mais transparência de informação é levada ao colaborador. Dados geram transparência, e transparência gera segurança psicológica”. As painelistas também elencaram que os dados proporcionam objetividade e norteamento na definição de estratégias para os negócios.
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