O segundo dia do Startup Summit, realizado nesta quinta-feira (27) no CentroSul, em Florianópolis, foi marcado pelo lançamento do Observatório ACATE 2026, estudo com dados inéditos sobre o setor de tecnologia brasileiro, com destaque para a forte expansão do ecossistema de inovação catarinense.
Um dos principais destaques do levantamento é a consolidação de Santa Catarina como o segundo maior polo gerador de empregos de tecnologia do país, ultrapassando Minas Gerais. Com crescimento de 1,8% em 2025, o estado alcançou 102,2 mil vagas formais no setor — o que representa 8,53% de todos os trabalhadores de tecnologia do Brasil.
O avanço confirma a trajetória de expansão do ecossistema catarinense, que registrou faturamento de R$ 47,9 bilhões e a maior taxa de crescimento no número de empresas entre os 15 maiores polos nacionais. Ao todo, o estado conta com 34,2 mil empresas de tecnologia, uma alta de 16,4% no último ano.
Destaques do Observatório ACATE 2026:
Participação no PIB: O setor de tecnologia já representa 8% do PIB estadual, a terceira maior participação nacional.
Capital da inovação: Florianópolis lidera o ranking nacional de capitais com a maior fatia da tecnologia no PIB municipal, atingindo 21%.
Faturamento per capita: R$ 5,2 mil, a quarta maior taxa do país.
Faturamento total: Sexta posição nacional no volume total faturado.
“Atingir a segunda posição nacional na geração de empregos reflete a maturidade do nosso ecossistema. Temos uma das maiores taxas de crescimento do país e um faturamento que avança no dobro da média nacional. Isso é resultado de um trabalho contínuo que apoia o empreendedor desde a incubação até a internacionalização, unindo capacitação, infraestrutura e cultura inovadora”, destaca Diego Ramos, presidente da ACATE.
O Observatório ACATE 2026 já está disponível para acesso público. O estudo conta com dados coletados pela Trillia e informações extraídas de fontes públicas, trazendo um panorama do segmento tecnológico de todo o Brasil e um recorte mais detalhado para Santa Catarina.
Segundo dia de Startup Summit 2026
A programação da manhã começou com o C-Level Meeting, encontro de networking exclusivo para lideranças corporativas, tomadores de decisão e autoridades públicas, onde os dados do Observatório foram antecipados. Paralelamente, o Open Day, promovido pelo LinkLab ACATE, realizou rodadas focadas em inovação aberta e conexões de negócios entre startups, corporações e o setor público.
No período da tarde, as atenções se voltaram para o estande da ACATE e para o palco das Verticais de Negócios, com painéis liderados pelas Verticais de Saúde e Energia.
No estande principal, os painéis abordaram captação de investimentos, expansão internacional e estratégias para escala e expansão.
Entre os destaques, o painel “Smart Money na prática: Impacto do ACATE Invest no crescimento das startups” reuniu Renata Costa (Beepay), Ismael Silva, Brad Hamadi e Carlos Guto Schwochow em um bate-papo entre investidores e startups investidas.
Ismael e Carlos compartilharam suas experiências como investidores, enquanto Renata e Brad contaram sobre como surgiu as oportunidades de investimento para suas startups por meio do ACATE Invest.
Para quem busca investimento, Renata reforçou a importância de ter clareza sobre onde a empresa quer chegar e alinhamento entre os sócios. Brad acrescentou a necessidade de tomar decisões intencionais sobre o futuro do negócio e contar com bons conselheiros ao longo da jornada.
Outro destaque foi o painel sobre o papel dos centros de inovação no desenvolvimento regional, que reuniu Fabio Pinto (SCTI), Juliano Richter (PMF), Wilson Savagnago (Polo ACATE-Deatec) e Claiton Camargo (Polo ACATE-Orion) para discutir a atuação desses espaços na conexão entre inovação, empresas, poder público e desenvolvimento das diferentes regiões de Santa Catarina.
A internacionalização também esteve em pauta com o painel “International Expansion: Soft Landing Through a Network of Partner Hubs”, que contou com a participação de Conrado Morais (Mana Tech), Peter Hawkins (BCCC) e Henrique Bilbao, VP de Internacionalização da ACATE. A conversa abordou o papel das redes de parceiros e dos hubs de inovação no apoio a empresas que buscam entrar em novos mercados e estruturar sua expansão internacional.
O encerramento do dia contou com um debate entre Diego Barbosa, do MIDITEC, incubadora da ACATE, Silvia Carvalho, (SEBRAE SC) e Uaitã Pires (HUB Cerrado), sobre a expansão nacional da metodologia por meio da rede MIDIHUB.
O estande da #ACATEnoSummit tem o apoio dos parceiros: SolidWorks; Vias3D; Silva, Santana & Teston Advogados; Softcon; Ailos; eMentor; Ethra Synapse; Lab1095; Martinelli; RTC Privacidade & Segurança; Starian; e WTM.
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