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Notícias

22/mar/2012

Plano de Desmaterialização equilibra sustentabilidade e tecnologia

Uma árvore, dependendo da espécie, produz 7500 folhas de papel A4 de 75 gramas. Por sua vez, uma tonelada de papel equivale a 27,5 árvores em média. Estes são alguns dos cálculos encontrados em sites especializados no assunto.

Uma árvore, dependendo da espécie, produz 7500 folhas de papel A4 de 75 gramas. Por sua vez, uma tonelada de papel equivale a 27,5 árvores em média. Estes são alguns dos cálculos encontrados em sites especializados no assunto. Pensando nisso, e aliando a preocupação global com o meio ambiente e a meta de simplificar o atendimento público prestado ao cidadão, considerando a criação da ICP-Brasil e a Gestão de Documentos de Arquivos, foi estabelecido o Plano Nacional de Desmaterialização de Processos na Administração Pública Federal.

“O termo despapelização causa estranheza. É preciso que toda a sociedade brasileira esteja envolvida nas discussões sobre a digitalização de processos”, ressalta o diretor presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Renato Martini. O Plano foi criado a partir de um acordo de cooperação técnica entre o ITI e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, por meio da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI/MPOG).

Os dois órgãos têm a função de prover suporte, conhecimento e instrumentos para a realização das ações relacionadas à certificação digital, no caso do ITI, e no âmbito do Sistema de Administração dos  Recursos de Tecnologia da Informação (SISP) e do Governo Eletrônico (e-Gov), como é de competência do MPOG. Além de realizar as interfaces atendendo os padrões de interoperabilidade (e-Ping) e acessibilidade (e-Mag). Ambos têm este ano para elaborar proposição do Marco Normativo e definir padrões, metodologias e soluções tecnológicas para o Plano.

Para Martini, há experiências convincentes de que a desmaterialização é uma alternativa bastante promissora e que auxiliará na otimização do uso dos insumos. “Ao imprimir um contrato, temos o consumo de papel, de tinta e de carbono. Com a digitalização do mesmo contrato haverá uma verdadeira economia verde. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), os contratos de câmbio eletrônicos aprovados pelo Banco Central e o Conectividade Social ICP são exemplos excelentes de economia verde”.

Um outro caso de sucesso é o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), onde deixaram de ser emitidas 4,2 bilhões de notas fiscais em papel que correspondem a mais de 3 milhões de árvores. Com o SPED, há uma economia de cerca de 70 bilhões de folhas de papel, sendo uma nota em quatro vias, o que equivale a R$ 510 milhões – se cada folha custar 0,03 centavos. Sem contar o ganho de carbono, em 15 anos, que chega a 851 mil toneladas.

Economia Verde

O conceito de Economia Verde  ganha força no debate sobre desenvolvimento sustentável. Trata-se da busca de alternativas que aliam progresso econômico, respeito ao meio ambiente e bem estar social. Dentro desse escopo, o presidente do ITI analisa que a desmaterialização de processos, com o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação e a segurança que a certificação oferece, é um caminho que deve ser analisado, debatido e incentivado ao máximo.

Nesta perspectiva, o ITI apoia a Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – que acontece de 20 a 22 junho, no Rio de Janeiro. O evento avalia o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros  sobre desenvolvimento sustentável e aborda os desafios novos e emergentes.

Assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI)

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